sábado, 31 de maio de 2008

-> Uma história de amor

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinham filhos morava emuma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegrqual ambos se amavam muito, eram felizes. Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo, o esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas imediatamente tenta ajudá-la e o fogo também atinge seus braços e mesmo em chamas consegue apagar o fogo. Quando chegaram os bombeiros já não havia mais fogo apenas fumaça e parte da casa estava destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave. Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, poisestava toda deformada, as chamas queimaram todo o seu rosto. Chegando no quarto de sua senhora, logo ela foi falando: - Tudo bem com você meu amor? - Sim respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso enxergar, mas fique tranqüila amor que a sua beleza está gravada em meu coração para sempre. Então triste pelo esposo, disse-lhe: - Deus vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe as vistas para que não se presencia esta deformidade em que eu fiquei. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro. Passando algum tempo recuperados, voltaram para casa onde ela fazia tudo para seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhes, como eu te amo! E assim viveram mais 20 anos até que a senhora veio a falecer. No dia de seu enterro quando todos se despediam então veio aquele senhor sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão,beijando o rosto e acariciando sua amada disse em um tom apaixonante: - Como você é linda meu amor eu te amo muito. Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que está ao lado perguntou se o que tinha acontecido era um milagre, e olhando nos olhos dele o velhinho apenas falou: - Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo ambos muito felizes e apaixonados!!! Essa foi para mim uma das mais lindas prova de amor que já existiu, depois de Jesus. Convido todos a relerem, agora que sabem que ele não estava cego. Fiquem todos em paz e que o verdadeiro Amor possa fecundar em seuscorações. Você é especial .... todos somos!!!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

-> A Piscina e a Cruz

Um de meus amigos ia todo dia à noite
nadar numa piscina coberta.
Sempre via um homem que lhe chamava atenção.
Ele tinha o costume de correr até a água
e molhar somente o dedão do pé.
Depois subia no trampolim mais alto
e, com um esplêndido salto, mergulhava na água.
Um dia tomou coragem
e perguntou a razão daquele hábito.

O homem sorriu e respondeu:
"Sim, eu tenho um motivo para fazer isso.
Há alguns anos eu era professor de natação
de um grupo de homens. Meu trabalho era ensiná-los
a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite
não conseguia dormir e fui à piscina
para nadar um pouco; pois, sendo o professor,
eu tinha uma chave para entrar no clube.
Não acendi a luz porque conhecia bem o lugar.
A luz da lua brilhava através do teto de vidro.
Quando estava sobre o trampolim,
vi minha sombra na parede em frente.
Eu estava com os braços abertos
e minha silhueta formava uma magnífica cruz.
Em vez de saltar, fiquei ali parado,
contemplando aquela imagem."

O professor de natação continuou:"Nesse momento, pensei na cruz de Cristo
e em seu significado.
Eu era cristão,
mas quando criança aprendi um cântico
cujas palavras me vieram à mente
e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido
para nos salvar por meio de seu precioso sangue.
Não sei quanto tempo fiquei parado
sobre o trampolim com os braços estendidos,
e nem compreendo por que não pulei na água.

Finalmente voltei, desci do trampolim
e fui até a escada para mergulhar na água.
Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso...
Na noite anterior haviam esvaziado a piscina
e eu não tinha percebido!!!

Tremi todo e senti um calafrio na espinha.
Se tivesse saltado, seria o meu último salto.
Naquela noite, a imagem da cruz na parede
salvou a minha vida.
Fiquei tão agradecido a Deus
- que Sua graça me permitiu continuar vivo -
que me ajoelhei na beira da piscina.

Tomei consciência de que não somente a minha vida,
mas também a minha alma precisava ser salva.
Para que isso acontecesse,
foi necessário outra cruz,
aquela na qual Jesus morreu para nos salvar.
Ele me salvou quando confessei
os meus pecados e me entreguei a ELE.

E continuou seu relato, emocionado:
"Naquela noite fui salvo duas vezes.
Agora tenho um corpo sadio, porém,
o mais importante é que sou eternamente salvo.
Talvez agora você compreenda porque
o dedão antes de saltar na água..."

quinta-feira, 29 de maio de 2008

-> A importancia de dizer a tempo

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do amor. Há pouco tempo decidi sair com outra mulher. Na realidade, foi idéia da minha esposa. - Você sabe que a ama - disse-me minha esposa um dia, pegando-me de surpresa - A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a essa mulher... - Mas, eu te amo - protestei à minha mulher. - Eu sei. Mas, você também a ama. Tenho certeza disto. A outra mulher, a quem minha esposa queria que eu visitasse, era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 filhos, faziam com que eu a visitasse ocasionalmente. Essa noite a convidei para jantar e ir ao cinema. - O que é que você tem? Você está bem? - perguntou-me ela, após o convite. (Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite, ou um convite surpresa é indício de más notícias.) - Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo! Respondi a ela. - Só nós dois; o que acha? Ela refletiu por um momento. - Me agradaria muitíssimo - disse ela sorrindo. Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois do trabalho, estava um tanto nervoso, era o nervosismo que antecede a um primeiro encontro... E que coisa interessante, pude notar que ela também estava muito emocionada. Esperava-me na porta com seu casaco, havia feito um penteado e usava o vestido com que celebrou seu último aniversário de bodas. Seu rosto sorria e irradiava luz como um anjo. - Eu disse a minhas amigas que ia sair com você, e elas ficaram muito impressionadas. - comentou enquanto subia no carro. Fomos a um restaurante não muito elegante, mas, sim, aconchegante, minha mãe se agarrou ao meu braço como se fosse "a primeira dama". Quando nos sentamos, tive que ler para ela o menu. Seus olhos só enxergavam grandes figuras. Quando estava pela metade das entradas, levantei os olhos; mamãe estava sentada do outro lado da mesa, e me olhava fixamente. Um sorriso nostálgico se delineava nos seus lábios. - Era eu quem lia o menu quando você era pequeno disse- me. - Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor - respondi. Durante o jantar tivemos uma agradável conversa; nada extraordinário, só colocando em dia a vida um para o outro. Falamos tanto que perdemos o horário do cinema. - Sairei contigo outra vez, mas só se me deixares fazer o convite - disse minha mãe quando a levei para casa. E eu concordei. - Como foi teu encontro? - quis saber minha esposa quando cheguei aquela noite. - Muito agradável... Muito mais do que imaginei... Dias mais tarde minha mãe faleceu de um infarto fulminante, tudo foi tão rápido, não pude fazer nada. Depois de algum tempo recebi um envelope com cópia de um cheque do restaurante de onde havíamos jantado minha mãe e eu, e uma nota que dizia: "O jantar que teríamos paguei antecipado, estava quase certa de que poderia não estar ali, por isso paguei um jantar para ti e para tua esposa. Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim. "Te amo". Nesse momento compreendi a importância de dizer a tempo: "EU TE AMO" e de dar aos nossos entes queridos o espaço que merecem;

quarta-feira, 28 de maio de 2008

-> O Alpinista

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo.Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.Subindo por uma "parede" a apenas 100 m do topo ele escorregou e caiu... Caia a uma velocidade vertiginosa, somente conseguiu ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.Ele continuava caindo... nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida... de repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... Shak!! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.Nesses momentos de silêncio, suspendido pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada, além do que gritar: Ó MEU DEUS ME AJUDE!!!De repente, uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:- Que você quer de mim meu filho? - Salve-me meu Deus, por favor!! - Você acredita que eu possa te salvar? - Eu tenho certeza meu Deus. - Então, corte a corda que te mantém pendurado. Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria...Conta o pessoal do resgate, que no dia seguinte encontrou um alpinista congelado, agarrado com força, com as suas duas mãos a uma corda...
Estava a apenas 2 metros do chão!!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

-> Tempo para os amigos

Hoje, ao atender ao telefone, o meu mundo desabou. Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que a minha melhor amiga, minha companheira de turma na faculdade, havia sofrido um grave acidente e morrido instantaneamente. Lembro de ter desligado o telefone e caminhado a passos lentos para o meu quarto. As imagens de minha juventude vieram quase que de imediato à mente. A faculdade, as conversas até altas horas da noite, as confidências ao pé do ouvido, os sorrisos. Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo. Das lágrimas e despedidas e, principalmente, das promessas de novos encontros. Lembro perfeitamente de cada feição da melhor amiga que já tive em toda a vida. Em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido. E, realmente, nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ela, carinhosamente, me ligava quando eu estava quase no fundo do poço. E das mensagens, que nunca respondi. As mensagens que ela enviava, cheias de esperanças e promessas de um futuro melhor. Lembro que foi em seu ombro que chorei a morte de meu pai. Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito. Apesar do esforço, não consegui me lembrar de uma só vez em que tivesse pego o telefone para ligar e dizer a ela o quanto era importante para mim contar com a sua amizade. Afinal, eu era um homem muito ocupado. Não tinha tempo. Não lembro de uma só vez que me preocupei em procurar um texto edificante e enviar para ela. Ou mesmo para qualquer outro amigo, com o objetivo puro e simples de tornar o seu dia melhor. Não tinha tempo. Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa para ela, como por exemplo, aparecer disposto a ouvir. Eu não tinha tempo. Acho que nunca imaginei que ela tivesse problemas. Talvez ela, que sempre encheu o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinha. Até mesmo as mensagens engraçadas que deixava em minha secretária eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda. Aquelas mesmas mensagens que apaguei, jamais se apagarão da minha consciência. Todas as perguntas que agora me faço, foi a simples falta de tempo que me impediu de responder antes. Agora, me preparo para o seu enterro. Aviso o meu chefe que não irei trabalhar hoje. Preciso ir ao enterro da minha amiga. Digo a ele que irei tirar o dia para homenagear uma das pessoas que mais amei nesta vida. Neste instante, com surpresa eu vejo, entre lágrimas, que para isto, para acompanhar um dia inteiro o seu corpo sem vida, eu tive tempo. Não permita que o tempo escravize você. Tome as rédeas de sua vida. Trabalhe durante o expediente normal, com muita disposição. Mas não deixe de responder às mensagens da secretária eletrônica, nem que seja somente com um "oi". Escolha mensagens de amizade e otimismo e envie aos seus amigos e colegas. Escreva cartas ou bilhetes, dizendo às pessoas como elas são importantes para você. Abrace bastante seus irmãos, sua família. Distribua sorrisos a todos os que o rodeiam. Viver é a mais emocionante de todas as chances que nosso pai nos oferece

sexta-feira, 23 de maio de 2008

-> Colhedor de Estrelas!

Certa vez alguém, uma história me contou eafirmou, que entre as inúmeras estrelas docéu uma delas teria um brilho singular emuito mais intenso.
Mas esta luz, só por uma pessoa seriapossível ser vista, pois ela estaria ali,a espera de um olhar, para quem elafoi destinada.
Falou também que ao encontrar estaestrela, dentro de mim, tudo semodificaria pois ela estaria brilhando,especificamente para guiar o meu caminho,e me levar ao encontro do Grande Amor daMinha Vida.
Ouvindo isso, me senti pequeno para o Céualcançar, e não me achava merecedor ecapaz, de um dia, alguém conquistar.
Novamente este alguém, dandocontinuidade a história, voltou-separa mim, e completou:
Todos nós temos uma luz própria eocupamos um lugar especial nestemajestoso universo.
Disse também que para cada um de nóssempre existirá a hora em que estebrilho será vislumbrado, de uma formatão inesperada que eu até custaria aacreditar, que ela ali estaria, comtodo seu esplendor, brilhandointensamente, só para mim.
Atenta e com o coração feliz, repletode esperanças, este alguém aindacompletou:Apesar de não levarmos muito em conta,existe Alguém, lá em cima, que conhecemuito bem o coração de cada um de nós.
Podemos até chamá-lo de"Colhedor de Estrelas,"e por nós tem uma missão muito especial.Como conhecedor profundo de nossasalmas, colher as estrelas, cujo brilhomais se assemelhar me escolher omomento exato em que dois olharesem busca de um grande amor irão aomesmo tempo avistar, esta estrelatão especial.
Depois de toda esta história ouvirEsperei ansioso pelo anoitecer.E o céu, me vi a contemplar,pois acreditei que naquele diaMinha Estrela iria avistar.
Fui então em busca do meu amor encontrare no brilho de cada estrela Eu procuravao seu olhar.
Chegou o amanhecer, e a estrela com talbrilho em nenhum momento apareceu.
Por diversas noites, fiquei ajanela esperando.Firmando o pensamento, para que fosseaquele o momento em que a estrela quea mim mais se assemelhasse, estivessea minha espera.Mas foi em vão, não conseguia avista-la,e passei a crer que toda aquela história,não passava de meras palavras apenas paraalimentar esperanças em quem já astivesse perdido.
Mas numa destas madrugadas, onde o sononão conseguia me dominar, um raio de luzatravessou a janela e invadiu meu quarto,então, rapidamente corri para observaraquela maravilha que parecia ter vidaprópria e me fazia sentir abastecidode uma paz infinita.
Ao olhar para o céu, vi uma linda emajestosa Estrela e junto a ela, mãos,como se estivessem ofertando-a para mim.Mas seu brilho não era diferente dasdemais estrelas que a sua volta estavam.Lembrando-me então da história quehaviam me contado, logo imagineique não seria aquela estrela queme levaria ao encontro doMeu Grande Amor, pois elanão se diferenciavadas demais.
Mas, instantes após, ouvi baixinhouma voz a me dizer.Eu sou o Colhedor de Estrelas,e estou aqui numa missão importante.Vendo o seu coração aflito, em buscade sonhos e de um grande amor vimentregar em suas mãos a estrelatão especial que procuras, maspor tão grande amor contidodentro do seu coração aindanão encontrei outra que tenhao brilho que se assemelhe ao seu.
Por isso vou deixa-la ao seu lado,e não mais no firmamento.Assim você terá a certeza que esta esperanão será em vão.E no momento exato, ela irá brilhar só paravocê, porque você conquistará o seu amor etudo aquilo que tanto sonhou.Passo ela agora às suas mãos, pois sei quemuito em breve ela terá o brilho maisintenso do universo, pois seráiluminada pelo sentimento mais lindo epuro que cultivas e trazes dentrodo seu coração,O AMOR!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

-> Como Você Acordou esta Manhã?

Eu te vi e esperei que falaria comigo. Mesmo que fossem apenas umas poucas palavras. Querendo saber minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo me agradecendo por algo de bom que aconteceu ontem. Notei, entretanto, que estava muito ocupado tentando encontrar uma roupa que ficasse boa, que assentasse bem, para ir ao trabalho.Esperei outra vez.Quando você correu pela casa, de um lado para o outro, já pronto, seriam certamente poucos instantes para você parar e falar comigo? Mas, você estava com a cabeça muito ocupada.E, quando você teve de esperar o ônibus, ficou lá parado, e eu ao seu lado, durante quinze minutos... Ficou apenas sentado no banco sem fazer nada, divagando.Teve um momento no escritório em que você rapidamente olhou para seus pés, que se movimentavam, naquele momento, pensei que irias falar comigo. Mas qual nada, apenas correu para o telefone e ligou para um amigo e lhe participou as últimas notícias.Esperei pacientemente o dia inteiro. Com todas as tuas atividades, deduzi que não teria tempo de falar comigo.Antes do almoço, notei que olhou ao redor, sentiu-se talvez sem jeito, ou com vergonha de falar comigo. Nem inclinou a cabeça. Mas observou que em algumas mesas, alguns de teus amigos estavam falando comigo. E outra vez você não falou comigo. Tudo bem! Ainda temos mais tempo no dia de hoje, e eu tenho esperança que você vai falar comigo ainda.A tardinha, quando você foi para casa, aparentava ainda ter tantas coisas para fazer. Depois que terminou as tarefas, ao invés de falar comigo, você ligou a televisão. Eu sei que você gosta de ver televisão, mas você ficou lá assistindo um tempo enorme, passivo e concentrado, não pensando em nada mais, apenas curtindo a programação. Esperei pacientemente.E depois, quando comeu a tua comida, outra vez você não falou comigo!Hora de ir para a cama. Você está muito cansado. Apenas diz "Boa Noite" para tua família, pula na cama e cai no sono rapidamente sem falar comigo.Tudo bem! Está certo! Talvez nem saiba que eu estou sempre lá com você, sempre ao teu lado. Tenho paciência! Muito mais do que você possa imaginar. Vou ensinar você como ser paciente com outras pessoas e como ser bom. Eu te amo tanto que espero todos os dias por um sinal teu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento por parte de teu coração.Sabe, é muito difícil uma conversa só existir de um lado, só um falar, num monólogo.Amanhã você vai se levantar para um novo dia, e depois mais uma vez, e mais outra vez, e outra vez, e serão muitas as vezes ainda em que estarei lá te esperando, com muito amor para você, esperando que então possa me dar tua atenção, apenas um pouco do teu tempo.
Tenha um Bom Dia!
Seu sempre amigo, Jesus.

-> Texto do ultimo capitulo da novela "A Viagem".

"Hoje, de algum lugar longe destas terras, há um doce olhar só para você. Vim olhar especial de alguém especial de distantes origens. Vim olhar de um justo coração que pulsa só a vida. Que sorri porque ama plenamente, sem julgamentos, preconceitos, nem prisões. Hoje como ontem, longe destes céus, há um encantado olhar só para você. E nesse olhar vai para você, a magia da luz, a simplicidade do perdão, e a força para comungar com a vida. A esperança de dias mais radiantes de paz. Hoje de algum lugar dentro de você, alguém que já amou muito e ainda o ama diz para você que valeu a pena Ter estado nestas terras, sob este céu e falando de união, paz, amor e perdão. Poder sentir a força que faz você sorrir e continuar o caminho que um dia aquele doce olhar iniciou para você. Tudo isso só para você saber que a vida continua e a morte é somente uma viagem."

-> O gnomo Jacinto

Em algum ponto da floresta, o pequeno gnomo Jacinto chorava enquanto conversava com o sábio Gnomo-mestre... - Quando lembro de tudo o que já me aconteceu sinto o chão me faltar. Fico tonto, sabe? Por que será que sofro tanto? Será que, por algum motivo, a Fada da Sorte escolheu caminhos distantes dos meus? Será que todos os contratempos a mim destinados resolveram acontecer de uma só vez? Mestre, já não suporto viver assim... O Gnomo-mestre, que reunia folhas numa pequena cabaça, Olhou para o aprendiz e disse: - Meu pequeno Jacinto, percebes o que acontece com as lagrimas que derramas? - Como assim? Senhor, eu não compreendo o que dizes. Apontando para algumas áreas da mata, o velho e experiente gnomo respondeu: - Olha com atenção. Por todo o caminho espalham-se flores justamente nos lugares onde tens vertido teu pranto. Tuas lagrimas magicas tem feito brotar lírios, papoulas e perfumadas alfazemas nos lugares onde caem. Jacinto olhou ao redor e falou demonstrando admiração e um certo aborrecimento: - Mas então... quer dizer que o meu destino e sofrer para fazer a floresta se encher de cor e perfume? E preciso que meu coração morra aos poucos para a Natureza se encher de vida? Isso não e justo! Com toda a tranqüilidade, o Gnomo-mestre respondeu: - Os olhos vêem o que querem ver. O coração sente o que quer sentir. Então e essa a interpretação que fazes? Se o teu sofrer, meu pequeno, faz brotarem as flores mais belas, o que poderia então surgir do teu sorriso luminoso? Se transformas o verde da floresta num tapete multicolorido quando choras, o que poderia acontecer no momento em que espalhasses a alegria? Não será esse o momento de mudar a semente que espalhas? Percebes o poder que tens nas mãos? A dor cumpre o seu papel e tem sua razão de ser. Sim, deve ser vista. Mas os olhos não podem se fixar nela por muito tempo, senão perdem a chance de ver o crescimento que ela própria fez acontecer. As orelhas do gnomo Jacinto se movimentavam enquanto recebiam as preciosas orientações do sábio, como se não quisessem deixar escapar uma única palavra. Seus olhos, agora mais atentos, notaram que uma luz começava a brilhar em seu peito. Teve vontade de sorrir mas estava difícil, uma vez que sua boca tinha perdido esse habito. Portanto fez um esforço e logo, logo, seus dentes estavam a mostra. Foi ai que algo incrível aconteceu: quanto mais ele ria mais crescia. Crescia e crescia. Quem jamais poderia imaginar que Jacinto era um gigante? Aquele pequeno gnomo era agora um gigante grandalhão e sorridente. Ele continuou rindo e sua risada ecoava nas montanhas e se transformava em musica; musica magica que curava os passarinhos feridos e as plantinhas doentes. De uma hora para outra a floresta era so brilho e festa. Jacinto procurou o Gnomo-mestre para agradecer, mas não conseguia mais enxerga-lo. E foi ai então que, fechando os olhos, ouviu uma voz que dizia: "- Ha e sempre haverá uma forma mais doce de viver. O sofrimento, no momento em que e percebido como sofrimento, já esta no ponto derradeiro da sua função e precisa ser substituído por uma outra semente. Agradeça as lagrimas do passado e diga-lhes adeus. O momento agora e de focalizar os sorrisos do futuro. Ha e sempre haverá uma forma mais doce de viver....

quarta-feira, 21 de maio de 2008

-> Só mais um passo

Guillormée pilotava sobre a cordilheira quando seu pequeno monomotor sofreu uma pane, caindo sobre a montanha de neves eternas. Embora não tivesse se ferido gravemente, suas pernas apresentaram profundos cortes e sérios ferimentos. Com muito esforço, sentindo fortes dores, ele abandonou a cabine do avião destroçado. Ao constatar a extensão dos ferimentos, compreendeu que não teria como sair dali sozinho. Perscrutou o horizonte em todas as direções e só viu solidão gelada. Conhecedor da região, após rápida análise, entendeu que seu fim estava próximo, principalmente em razão dos sérios ferimentos que sofrera nas pernas. Por um instante sentiu-se tomado de pânico e pela dor de saber que chegava ao fim de seus dias. Pensou na família que não tornaria a ver, nos amigos, nas tantas coisas que ainda pretendia realizar e na impotência de não ter a quem pedir socorro. Depois, já mais conformado, pôs-se a pensar sobre as medidas a tomar. Não havia nada a fazer no sentido de sobrevivência, portanto o mais sensato seria deitar-se na neve e esperar que o torpor causado pelo frio tomasse conta de seu corpo, permitindo-lhe ser envolvido, sem dor, pelo manto da morte. Deitado sobre a neve, Guillormée dirigiu o pensamento a seus filhos, que ele não veria crescer e à esposa, de quem tanto gostava. Aquele homem de espírito forte, batalhador, lutava consigo mesmo para resignar-se à situação. "Meu consolo - pensava ele - é saber que eles não ficarão desamparados; meu seguro de vida tem cobertura suficiente para proporcionar-lhes subsistência por muito tempo. Menos mal! Felizmente tive o bom senso de estar preparado para uma situação destas; tão logo seja liberado meu atestado de óbito, a companhia de seguros...". Neste instante, Guillormée teve um sobressalto; sua apólice rezava que o seguro só seria pago mediante a apresentação do atestado de óbito. Ora, naquele lugar inacessível, seu corpo jamais seria encontrado; ele seria dado por desaparecido. Não haveria, pois, atestado de óbito. Passar-se-iam anos de privações para sua família, antes que ele fosse oficialmente considerado morto. Apavorado com essa idéia, ele pensou: "A primeira tempestade de neve que cair soterrará meu corpo; nunca irão me achar. Preciso caminhar até um lugar onde meu corpo possa ser encontrado". As dores que sentia eram cruciantes, mas sua determinação era maior. Ele sabia que, ao pé da cordilheira, havia um povoado cujos moradores costumavam aventurar-se até certa altura da montanha, para caçar. A distância era longa - vários quilômetros -, mas ele precisava realizar a última proeza de sua vida: chegar até onde seu corpo pudesse ser encontrado por um caçador. Reunindo todas as forças que ainda lhe restavam, obrigou-se a ficar em pé. Foi preciso um esforço hercúleo para não cair. Consciente da distância que teria de percorrer e sabedor de que não podia permanecer naquele local, apesar de seu estado lastimável, Guillormée estabeleceu a meta de dar um passo. Jogou um passo a frente e disse:"Só um passo!". Com extrema dificuldade empurrava a outra perna e repetiu: "Só mais um passo!", e de novo: "Só mais um passo!". Concentrando toda a sua energia apenas no próximo passo e estabelecendo um forte condicionamento positivo - através do comando "só mais um passo"- ele caminhou quilômetros pela neve. Não se permitia pensar na distância que ainda faltava percorrer, ou em sua dificuldade para se locomover; concentrava-se apenas no espaço a ser vencido pelo passo seguinte. Assim caminhou o dia todo. A tarde já ia avançada quando seus olhos, turvos pela dor e pelo cansaço, vislumbraram alguns vultos à sua frente; firmou o olhar e percebeu que se tratava de pessoas que olhavam estupefatas, para ele. "Agora eu já posso morrer", pensou, e deixou-se escorregar para o nada. Dias depois, já no hospital, abriu os olhos e a primeira imagem que viu foi a da esposa, a seu lado.Guillormée teve alguns dedos de um dos pés amputados, que foram congelados pela neve. Passou algum tempo hospitalizado, até readquirir forças, mas continuou vivo ainda por muito tempo. Ao narrar esse episódio acontecido com seu amigo, Saint-Exupéry relata a determinação desse homem valente e ressalta o fato de que foi a fixação da meta a curtíssimo prazo ("só mais um passo") que lhe proporcionou força e ânimo bastante para vencer a dura prova pela qual passava. Tivesse ele pensado na enorme distância a ser percorrida, na situação física precária em que se encontrava, e muito provavelmente não teria encontrado forças para alcançar o objetivo a que se determinou no alto da montanha.Esse exemplo deixa bem clara a importância da estipulação de metas bem definidas; a curto prazo (só mais um passo); a médio prazo (chegar ao pé da montanha); a longo prazo (ter seu corpo localizado), para a realização de qualquer objetivo proposto. Em vez de permitir que suas forças se exaurissem, ao pensar no imenso esforço a ser dispendido - olhando o objetivo como um todo - estilação de metas a curto, médio e longo prazos, permitiu-lhe total concentração de energia no ponto mais próximo, que era dar o primeiro passo. Assim, cadaetapa vencida foi mais um ponto de concentração de energia, em lugar da dispersão da mesma. Ao estabelecer, portanto, um objetivo, divida o alvo a ser atingido. Uma vez esquematizado o plano de ação e acionado o esquema de andamento de seu programa, bastarão os pequenos passos para que o ritmo seja mantido.Se uma emergência obrigá-lo a fazer mudanças nos planos, os ajustes também poderão ser feitos com pequenos passos complementares. Mas para tanto é necessário saber para onde você quer ir.Sucesso na jornada! A primeira condição para se realizar alguma coisa, é não querer fazer tudo ao mesmo tempo.!

terça-feira, 20 de maio de 2008

-> Você acredita no que ouve?

Eram aproximadamente 10 horas quandoum jovem começou a dirigir-se para casa.Sentado no seu carro, ele começou a pedir:- " Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo.Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedece-lo"Enquanto dirigia pela rua principal da cidade,ele teve um pensamento muito estranho:"Pare e compre um galão de leite".Ele balançou a cabeça e falou alto:"Deus? É o Senhor?"Ele não obteve resposta econtinuou dirigindo-se para casa.Porém, novamente, surgiu o pensamento:"Compre um galão de leite".O jovem pensou em Samuel e comoele não reconheceu a voz de Deus, e comoSamuel correu para Ele. Isso não parece ser umteste de obediência muito difícil...Ele poderia também usar o leite.O jovem parou, comprou o leite ereiniciou o caminho de casa.Quando ele passava pela sétima rua,novamente ele sentiu um pedido:"Vire naquela rua".Isso é loucura... - pensou -e, passou direto pelo retorno.Novamente ele sentiu que deveria tervirado na sétima rua.No retorno seguinte, ele virou edirigiu-se pela sétima rua.Meio brincalhão, ele falou alto :"Muito bem, Deus. Eu farei".Ele passou por algumas quadras quandode repente sentiu que devia parar.Ele brecou e olhou em volta. Era umaárea mista de comércio e residência.Não era a melhor área, mas também nãoera a pior da vizinhança. Os estabelecimentosestavam fechados e a maioriadas casas estavam escuras,como se as pessoas já tivessem idodormir, exceto uma do outro lado que estavaacesa.Novamente, ele sentiu algo:"Vá e dê o leite para as pessoas queestão naquela casa do outro lado da rua".O jovem olhou a casa. Ele começou aabrir a porta, mas voltou a sentar-se."Senhor, isso é loucura. Como possoir para uma casa estranha no meio da noite?".Mais uma vez, ele sentiu que deveriair e dar o leite.Inicialmente, ele abriu a porta..."Muito Bem, Deus, se é o Senhor, euirei e entregarei o leite àquelas pessoas.Se o Senhor quer que eu pareça umapessoa louca, muito bem.Eu quero ser obediente! Acho que issovai contar para alguma coisa, contudo, se eles nãoresponderem imediatamente,eu vou embora daqui".Ele atravessou a rua e tocou a campainha.Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro,parecido com o choro de uma criança.A voz de um homem soou alto:"Quem está aí? O que você quer?"A porta abriu-se, em pé, estava umhomem vestido de jeans e camiseta.Ele desconhecido em pé na sua soleira."O que é? ". O jovem entregou-lhe o galãode leite."Comprei isto para vocês".O homem pegou o leite e correupara dentro falando alto.A mulher pegou o leite e foi para a cozinha.O homem a seguia segurando nos braçosuma criança que chorava.Lágrimas corriam pela face do homeme, ele começou a falar, meio soluçando:"Nós oramos. Tínhamos muitas contaspara pagar este mês e o nosso dinheirohavia acabado. Não tínhamos maisleite para o nosso bebê. Apenas orei e pedia Deus que me mostrasse uma maneirade conseguir leite".Sua esposa gritou lá da cozinha:"Pedi a Deus para mandar um anjo com umpouco...Você é um anjo?"O jovem pegou a sua carteira e tiroutodo dinheiro que havia nela ecolocou-o na mão do homem.Ele voltou-se e foi para o carro,enquanto as lágrimas corriam pela sua face.Ele experimentou que Deus aindaresponde os pedidos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

->A colheita de amanhã

Aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, certamente tinha acumulado muitas experiências que a vida lhe proporcionara.
Quantos sorrisos, quantas lágrimas já haviam contemplado aquele velho rosto agora cansado e quase sem expressão.
Empregou seu tempo de juventude construindo o futuro e amparando a esposa e os filhos. Agora que suas forças físicas estavam sumindo e o corpo quase não obedecia aos comandos do cérebro, ele foi viver com um dos filhos, a nora e o neto de seis anos de idade.
Sentia-se um intruso naquele lar. Tinha saudades da esposa, que já havia retornado ao mundo dos espíritos há alguns anos.
Nos primeiros dias o vovô se sentava à mesa para fazer as refeições junto com os familiares, mas a nora não estava gostando que aquele velho de mãos trêmulas derramasse alimentos sobre a mesa e no chão.
Sim, uma visão embaralhada e mãos que tremem, deixam rolar algumas ervilhas, derramar o leite do copo, sujar a toalha.
O filho e a nora não suportaram por muito tempo aquela sujeira toda, providenciaram uma mesa pequena e a colocaram no canto da sala. Agora o vovô passaria a comer lá, sozinho, pois o barulho das suas mastigadas rudes também incomodavam o jovem casal.
O velho homem também havia quebrado dois pratos e por isso passou a comer numa tigela de madeira, por ordem do seu filho.
O neto era a única pessoa que se aproximava do velho e só ele percebia que, vez em quando, uma lágrima rolava discretamente do olho do vovô.
Apesar da pouca idade, o garoto sabia que as lágrimas eram por causa do abandono e da solidão e tentava animar o vovô com sua alegria infantil.
Numa noite, em que o casal conversava na sala de jantar, o pai notou que o menino lidava com pedaços de madeira e outras sucatas jogadas no chão, e lhe perguntou interessado:
- Filho, o que você está fazendo com essas madeiras?
O filho respondeu com a doçura e a inocência de seus seis anos:
- Estou fazendo duas tigelas de madeira. Uma é para você, e a outra para a mamãe. Afinal, quando eu crescer vocês precisarão delas.
As palavras do garoto foram um golpe para os pais, que ficaram mudos por alguns minutos.
Depois, entenderam a lição e grossas lágrimas rolaram dos seus rostos jovens.
E, naquela mesma noite, na hora do jantar, o marido foi buscar seu velho pai e o trouxe para sentar-se à mesa e usar talheres e pratos como todos os outros.
Sem entender o que estava acontecendo, aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, pôde fazer parte outra vez do mundo dos vivos, apesar das mãos trêmulas e da visão embaralhada.
***
Os pais são espelhos vivos dos filhos, que neles buscam um norte para suas vidas.
Lembre-se sempre de que eles o observam e seguem as suas pegadas.
Por essa razão, vale a pena deixar marcas de luz e exemplos dignos de serem seguidos.

sábado, 17 de maio de 2008

->Um amor verdadeiro

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantem um casal eh o romantismo e que eh preferivel acabar com a relacao quando este se apaga, em vez de se submeter a tristemonotonia do matrimonio. O mestre disse que respeitava sua opiniao, mas lhes contou a seguinte historia : " - Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manha minha mae descia a escada para preparar o cafe e sofreu um enfarto. Meu pai correu ate ela, levantou-a como pode e quase se arrastando, a levou ate a caminhonete. Dirigiu a toda velocidade ate o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela ja estava morta. Durante o velorio, meu pai nao falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase nao chorou. Eu e meus irmaos tentamos, em vao, quebrar a nostalgia recordando momentos engracados. Na hora do sepultamento, papai, ja mais calmo, passou a mao sobre o caixao e falou com sentida emocao : - Meus filhos, foram 55 bons anos... Ninguem pode falar do amor verdadeiro se nao tem ideia do que eh o compartilhar a vida com alguem por tanto tempo. Fez uma pausa, enxugou as lagrimas e continuou : " - Ela e eu tivemos juntos muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobilia quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluirem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros... Filhos, agora ela se foi e eu estou contente. E voces sabem por que ? Porque ela se foi antes de mim e nao teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar so depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situacao, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que nao gostaria que sofresse assim..." Quando meu pai terminou de falar, meus irmaos e eu estavamos com os rostos cobertos de lagrimas. Nos o abraçamos e ele nos consolava, dizendo : "- Esta tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa." E por fim o professou concluiu : - Naquele dia entendi o que eh o verdadeiro amor. Esta muito alem do romantismo, e nao tem muito a ver com erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas." Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitarios nao puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que nao conheciam. O verdadeiro AMOR se revela nos pequenos gestos, na renuncia, no dia a dia e por todos os dias. O verdadeiro AMOR nao eh egoista, nem eh presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada nem no eu. “Quem caminha sozinho pode ate chegar mais rapido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegara mais longe.”

sexta-feira, 16 de maio de 2008

-> Cuide bem do seu amor...

Chamo-me Eduardo. Namorei por três anos. Quando conheci a Paula, ambos tínhamos 17 anos. Nos três primeiros meses era as mil maravilhas. Nossa! Depois se tornou um inferno. Ela era muito ciumenta, começou a dar escândalos. Brigava por motivos fúteis. O problema era que eu amava muito ela. Fazia de tudo por ela, achando que um dia tudo iria mudar (que ingenuidade). Terminamos e voltamos por várias vezes. Chegou um ponto que brigávamos por qualquer motivo. Decidimos realmente que não iria mais dar certo e terminamos definitivamente. Eu fiquei muito mal em casa, não tinha vontade de sair, não conseguia dormir. Passou sete dias, não agüentei e liguei para a casa dela. No meio da conversa ela falou que tinha saí do com um cara e ficado com ele e ainda teve a falsidade de falar que tinha sido para me esquecer. Nunca irei esquecer aquele momento ao telefone. Parecia que alguém tinha colocado uma faca no meu coração, contive as lágrimas ao telefone e mantive a voz,serena, falei que não tinha problema e que nunca mais iria procurar ela. Desliguei o telefone me dirigi ao quarto parecia que mais nada nesta vida tinha sentido, não consegui dormir naquela noite. Os dias foram passando e a dor só piorando. Meu rendimento no trabalho caiu muito, eu não me importava com mais nada. Ao chegar em casa tinha vontade de ligar, meu orgulho não deixava. Quando ia dormir rezava muito para eu esquecer aquele amor que só me dava tristeza. Não adiantava. Os quinze primeiros dias foram terríveis. Mas depois o coração foi se adaptando. Consegui deixar as emoções de lado e comecei a pensar nos fatos, fui assimilando melhor e tudo foi passando. Até voltar ao normal, claro, quem àsvezes não tem uma recaída de pensamentos pela ex? Isso é normal. Depois de três meses, adivinha quem me liga? Era ela! Meu coração bateu mais forte, tinha sido pego de surpresa, passou mil coisas na cabeça em frações de segundo tive vontade de chorar e rir ao mesmo tempo. Voltei a realidade, sem nenhuma empolgação, minha voz ficou serena, conversei normalmente, mas nada de intimidades estava sendo seco. Em um certo momento ela pede para conversar comigo pessoalmente, porque ainda me amava. Meus olhos encheram de lágrimas, meu coração sabia que eu iria sofrer então do nada comecei a cantar a seguinte música: " Cuide bem do seu amor, seja quem for..." Elacomeçou a chorar no telefone. Comecei então a chorar no telefone, mas continuei cantando e escutando ela suplicando e pedindo para voltar, pois ela sabia que tinha errado muito e que tinha perdido a pessoa que mais valorizava ela. Meu coração não teve outra saída a não ser desligar o telefone na cara dela. Decidi então naquele mesmo dia tirar umas férias. Dois dias depois estava na praia, sozinho sentado na areia e olhando as ondas. Era um final de tarde, aquilo tudo era tão bom estava me sentindomuito bem. Quando toca o celular era minha mãe dizendo que minha ex tinha sido encontrada morta, suícidio. Ao lado dela foi encontrada uma carta onde dizia: "Pai e Mãe, eu amo muito vocês, não fiquem triste por mim, pois a vida não tem mais sentido. Eu tive a pessoa mais importante no mundo nas minhas mãos e deixei escapar. Eu amo o Dudu e amarei eternamente sei que ele não quer mais ficar comigo. Calma mamãe, calma papai, não fiquem bravos com ele. Eu sou a culpada eu tratava ele como se fosse um qualquer. Quando terminamos descobri que ele era tudo para mim. Tenho um recado e quero que vocês passem para todos os jovens desse mundo: "CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA QUEM FOR..."

-> A Força do Amor

Eram noivos e se preparavam para o casamento, quando o pai da noiva descobriu que o rapaz era dado ao jogo. Decidiu se opor à realização do matrimônio, a pretexto de que o homem que se dá ao vício do jogo, jamais seria um bom marido. Contudo, a jovem obstinada decidiu se casar, assim mesmo. E conseguiu, fazendo valer a sua vontade, vencendo a resistência do pai. Nos primeiros dias de vida conjugal, o rapaz se portou como um marido ideal. Entretanto, com o passar dos dias, sentia crescer em si cada vez mais o desejo de voltar à mesa de jogo. Certa noite, incapaz de resistir, retornou ao convívio de seus antigos companheiros. Em casa, a jovem tomou um bordado e ficou aguardando. Embora ocupada com o trabalho manual, tinha os olhos presos ao relógio. As horas pareciam passar cada vez mais lentas. Já era alta madrugada, quando o marido chegou. Nem disfarçou a sua irritação, por surpreender a companheira ainda acordada. Logo imaginou que ela o esperava para censurar a sua conduta. Quando ele a interrogou sobre o que fazia àquela hora ela, com ternura e bondade na voz, disse que estava tão envolvida com seu bordado, que nem se dera conta da hora avançada. Sem dar maior importância à ocorrência, ela se foi deitar. No dia seguinte, quando ele retornou ainda mais tarde da casa de jogos, a encontrou outra vez a esperá-lo. "Outra vez acordada?", perguntou ele quase colérico. "Não quis que fosse se deitar, sem que antes fizesse um lanche. Preparei torradas, chá quentinho. Espero que você goste." E, sem perguntar ao marido onde estivera e o que fizera até aquela hora, a esposa o beijou carinhosamente e se recolheu ao leito. Na terceira noite, ela o esperou com um bolo delicioso, cuja receita lhe fora ensinada pela vizinha. Antes mesmo que o marido dissesse qualquer coisa, ela se prendeu ao pescoço dele, abraçou-o e pediu que provasse da nova delícia. E assim, todas as madrugadas, a ocorrência se repetiu. O marido começou a se preocupar. Na mesa de jogo, tinha o pensamento menos preso às cartas do que à esposa, que o esperava, pacientemente, como um anjo da paz. Começou a experimentar uma sensação de vergonha, ao mesmo tempo de indiferença e quase repulsa por tudo quanto o rodeava. O que ele tinha em casa era uma mulher que o esperava, toda madrugada, para o abraçar, dar carinho. E ele, ali, naquele lugar? Aos poucos, foi se tornando mais forte aquele incômodo. Finalmente, um dia, de olhar vago e distante, como se tivesse diante de si outro cenário, o rapaz se levantou de repente da mesa de jogo. Como se cedesse a um impulso quase automático, retirou-se, para nunca mais voltar. ................................ Nos dias de hoje, é bem comum os casais optarem por se separar, até por motivos quase ingênuos. Poucas criaturas decidem lutar para harmonizar as diferenças, superar os problemas, em nome do amor, a fim de que a relação matrimonial se solidifique. Contudo, quando o amor se expressa, todo o panorama se modifica. É difícil a alma que resista às expressões do amor. Porque o amor traz a mensagem da plenificação, do bem estar, da alegria. Desta forma, é sempre salutar investir no amor, expressando-o através de gestos, pequenas atenções, gentilezas. O amor é o sentimento por excelência e tem a capacidade de transformar situações e pessoas. Experimente-o agora.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

-> Você pode fazer a diferença ...

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.
A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.
A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte: Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.
A professora do segundo ano escreveu: Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.
Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
A professora do quarto ano escreveu: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.
Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.
Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo...
Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.
Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui. A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
- Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.
Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado ! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.
Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.
Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...

domingo, 11 de maio de 2008

-> A criança e Deus

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:- "Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"E Deus disse:- "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você."Criança:- "Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?"Deus:- "Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."Criança:- "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?"Deus:- "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar."Criança:- "E o que farei quando eu quiser Te falar?"Deus:- "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar."Criança:- "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?"Deus:- "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida."Criança:- "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais."Deus:- "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você."Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:- "Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo."E Deus respondeu :- "Você chamará seu anjo de ... MÃE!"

sábado, 10 de maio de 2008

-> Um quilo de paz

Sentado numa poltrona, em frente à TV, estava Washington. Até que: plic! - Não agüento mais jogar videogame! Todos os dias, a mesma coisa! Washington é um garoto de 12 anos e mora em São Paulo. Filho de uma família muito rica, tinha de tudo, mas não era feliz. Com poucos amigos, sentia falta de algo importante: a paz.Certo dia, pediu dinheiro a sua mãe para comprar um "negócio". A mãe, sem perguntar pra quê, entregou-lhe o dinheiro. O garoto entrou numa loja e pediu:- Quero um quilo de paz.A balconista, irritada, sem lhe dar atenção, respondeu:- Aqui não se vende paz!Passou em outra loja, em um bar, numa padaria. Depois de andar muito, cansou de ser debochado e voltou para casa. Sentou no sofá, pensativo: onde compraria a paz?O toque da campainha quebrou seus pensamentos. Ao abrir a porta, um senhor bastante idoso suplicou:- Por favor, meu bom menino, há dois dias que não ponho nada na boca, não agüento mais de fome. Pode me dar algo para comer?- O senhor sabe me dizer onde eu posso comprar a paz? - pergunta o menino, ainda preocupado com o seu problema.- Sim, me traga algo para comer que eu te digo.Ansioso, mais do que depressa Washington foi até a cozinha. Voltou com um prato transbordando de comida e um copo de suco de laranja. Sentou-se ao lado do homem, ouvindo-o atentamente.- Olha, meu amigo. Existe um dinheiro com o qual podemos comprar a paz. É com o nosso coração.- Mas se eu tirar o coração, como posso viver? - pergunta o garoto, confuso.- Com o coração quero dizer: quando fazemos o bem aos nossos irmãos! Hoje, eu sei que você vai se sentir muito feliz, com muita paz, por ter me tratado bem, por ter me dado um prato de comida. Sentiria o mesmo se tivesse feito a outra pessoa.- É verdade? - pergunta Washington - puxa, estou tão feliz só de ouvir o senhor me falar isso!Daquele dia em diante, o garoto refletiu muito sobre aquela conversa e como se sentira feliz ao ajudar alguém. Continuou praticando o bem. E, como por encanto, começou a ter muitos amigos.Assim, pôde confirmar que a paz está dentro de cada um de nós, basta cultivá-la.
Você costuma cultivar paz?

-> O Vencedor

Eu estava observando algumas pequenas crianças jogando futebol. Aquelas crianças tinham apenas cinco ou seis anos de idade, mas estavam jogando um jogo real, um jogo sério. Dois times, completos, com técnicos, uniformes e pais. Eu não conhecia nenhum deles, assim eu podia desfrutar o jogo sem a ansiedade da vitória ou derrota. Eu os chamarei apenas de time Um e time Dois.
Ninguém marcou no primeiro tempo. As crianças estavam hilárias. Eram desajeitados e empolgados como só as crianças podem ser. Eles caíam em cima das próprias pernas, tropeçavam na bola, chutavam a bola e a erravam, mas eles não pareciam se importar. Estavam se divertindo!
No segundo tempo, o jogo ficou dramático. Eu acho que a vitória é importante mesmo quando se tem cinco anos. O time Dois faz o primeiro gol.
O goleiro do time Um deu tudo de si, atirava seu corpo em frente as bolas que vinham, tentando defender valentemente. O time Dois, cercou o goleiro e bola pra lá, bola pra cá: fez o segundo gol. Isto enfureceu o pequeno goleiro. Ele gritava com seus colegas e se empenhava com toda a força que podia. O time Dois faz o terceiro gol.
Eu logo descobri quem era o pai do goleiro. Ele tinha boa aparência, simpático. Eu podia apostar que tinha vindo direto do escritório, gravata e tudo. Ele gritava encorajando o filho.
Depois do terceiro gol o pequeno goleiro mudou. Ele viu que não podia parar o adversário. O fracasso estava estampado em seu rosto. Seu pai mudou também. Ele tinha incentivado seu filho, gritando conselhos e palavras de encorajamento. Mas então mudou; ele ficou ansioso. Tentou dizer que estava tudo bem mas ele sofria com a dor que seu filho sentia.
Depois do quarto gol, eu sabia o que ia acontecer. Eu já tinha visto isto antes. O pequeno está necessitado de ajuda, e não havia ajuda. Ele pegou a bola na rede e entregou ao juiz, e então ele chorou. Ele apenas ficou lá, parado enquanto lágrimas enormes rolavam bochechas abaixo. Ele caiu de joelhos, e então eu vi seu pai invadir o campo. Sua esposa ainda tentou segurá-lo, - Jim, não. Você o deixará ainda mais embaraçado.
Mas o pai do menino ignora que o jogo está em andamento. Terno, gravata, sapato e tudo, ele corre até seu menino. E ele o abraçou e beijou e chorou com ele!
Ele carregou o menino e quando chegaram à lateral do campo eu escutei ele dizer, - Filho, estou muito orgulhoso de você. Você foi grande. Eu quero que todos saibam que você é meu filho.
- Papai, - o menino soluçou - eu não consegui parar eles. Eu tentei, Papai, Eu tentei e tentei e eles fizeram o gol em mim.
- Filho, não importa quantos gols eles fizeram em você. Você é meu filho e eu estou orgulhoso de você. Eu gostaria que você voltasse lá e terminasse o jogo. Eu sei que você quer sair, mas você não pode. E filho, você vai levar gol outra vez, mas isto não importa. Continue, vá.
Isto fez diferença. Quando se está completamente só, e está levando gols, e não pode parar o adversário, é importante saber que isto não importa para aqueles que amam você. O pequeno moleque correu de volta ao campo. O time Dois fez mais dois gols, mas tudo bem.
E no jogo da vida, eu tento arduamente. Eu atiro meu corpo em todas as direções. Eu me esforço com todo o peso de meu ser. E quando levo os gols e as lágrimas vêm e eu me ajoelho desanimado, meu Pai Celestial corre campo adentro, na frente da multidão inteira, a multidão que zomba e ri, e Ele me pega no colo, me abraça e diz - Eu estou muito orgulhoso de você! Você esteve grande lá. Eu quero que todos saibam que você é Minha criança. E como Eu controlo o resultado do jogo, Eu lhe declaro o vencedor!

-> As pedras e o Vaso

Um professor de ciências, para demonstrar um determinado conceito aos seus alunos, pegou um vaso de boca larga e colocou dentro dele algumas pedras grandes, e perguntou aos seus alunos:
- Está cheio?
Unanimemente responderam:
- Sim
O professor continuou a experiência pegando um balde cheio de pedregulhos e virou as pequenas pedras dentro do vaso de boca larga. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Novamente o professor perguntou aos seus alunos:
- E agora, está cheio?
Alguns hesitaram, mas a maioria respondeu:
- Sim, está cheio.
O professor então pegou uma lata cheia de areia e começou a derramá-la dentro do vaso. A areia então preencheu os espaços vazios entre os pedregulhos.
Pela terceira vez o professor perguntou:
- Então, está cheio?
A maioria dos alunos se mostrou receosa de dar uma resposta, mas novamente muitos responderam:
- Sim, agora está cheio.
O professor, então, pegou um jarro de água e jogou-a dentro do vaso. A água saturou a areia e se acomodou. E, então o professor fez uma nova pergunta aos seus alunos:
- O que você puderam refletir e tirar de aprendizado desta experiência?
Um jovem e atuante aluno levantou a mão e respondeu:
- Não importa o quanto a agenda da nossa vida esteja cheia, sempre conseguiremos espremer mais coisas para dentro dela.
- Não - respondeu o professor - o ponto a refletir é que, a menos que você coloque as pedras grandes em primeiro lugar dentro do vaso, dificilmente conseguirá colocá-las lá dentro depois. As pedras grandes são as coisas importantes de sua vida: sua espiritualidade, sua família, namorados(as), seus amigos(as), seu crescimento pessoal e profissional. Se você preencher sua vida somente com coisas "pequenas", como demonstrei com os pedregulhos, com a areia e a água, as coisas realmente importantes nunca terão tempo nem espaço em suas vidas.

-> Isabella, perdoa-nos!

Gente adulta pode ser má, muito má. Você, Isabella, soube dissode uma forma muito dura.Esganaram seu pescocinho. Arremessaram seu corpo frágildo sexto andar do seu apartamento. Você deve ter sentido dores terríveis.
Sofrido os piores minutos de pavor e agonia.Até que seus olhinhos, mesmo estatelados,deixaram de ver este mundo.Isabella, pedimos o seu perdão porque nós, adultos, criamos leis que beneficiam criminosos.A lei brasileira presume a inocência de um assassino, mesmo diante de evidencias razoáveis de culpa.Porém, essa mesma lei não vê a inocência de uma criança.Adultos brasileiros, Isabelinha,têm o costume de ficar parados, assistindo às crianças morrerem.Com isso, no Brasil, dezesseis vítimas infantissão assassinadas todos os dias. Criançinhas da sua idade,são torturadas, como o menininho João Hélio lá do Rio de Janeiroe os corpinhos são trucidados sem piedade.E o povo brasileiro não faz nada.Os assassinatos de crianças e adolescentes aumentaram 306%,no Brasil, entre 1980 e 2002.Eu sei que você não vai entender esses números.Você – como toda criança – queria viver, brincar, sorrir, ser feliz.Esse seu direito, o assassino tirou. E agora esse mesmo assassino pode se beneficiar da lei molenga e da preguiça dos brasileiros.Perdoe, Isabella, este país, que ainda é uma criança,no sentido irresponsável da palavra. Ele também não cresceu.Em assuntos sérios, como os homicídios de crianças,o Brasil parece brincar com a justiça necessária ao caso, diante de leis que soamcomo brincadeira; infelizmente, de péssimo gosto. Este país, Isabella,não gosta de punir criminosos.Se você perdoar a complacência da lei dos adultos com os criminosos, não pense, ainda, que todo adulto é malvado ou dá de costas para indefesas crianças.Quando o João Hélio morreu, nós – aqui desta cidadeque você nunca ouviu falar – sentimos muito.Escrevemos para ele também.Nós não tivemos como enviar uma coroa de florespara o seu túmulo, Isabelinha.Mas não vamos ficar aqui lamentando, como muitos fazem. Nossa homenagema você, querida criança, é dizer-lhe que os pequeninos, nesta cidade, não estão abandonados à própria sorte.Nem padecerão, pela fraqueza da lei diante de atrocidades como a sua.Estamos em meio a uma grande batalha, Isabella, entre adultos.Para alterar a visão que o pessoal tem da lei. Responsabilizar criminosos.Cobrar respeito com os mortos, com as vítimas.Isso tem custado um bocado, tem sido muito difícil.E quando morre uma criança brutalmente, nós ficamos meiosem rumo, porque percebemos que o criminoso sente o cheiro da impunidade se aproximar.Ainda que desesperançados pela negligência da lei e pela cultura dominante de proteção aos criminosos, queríamos que você, Isabella, soubesse que o seu rostinho aí da foto nos fortalece. Enche de amor e dá sentido à nossa vida. Obrigado pelo seu sorriso, ainda que o tenhamos conhecido só pela fotografia. Você, linda criança, agora deve descansar em paz. Porque nós – adultos desta cidade que você não conhece e, seguramente, muitos brasileiros dispostos a lutar- temos uma guerra pela frente.
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Escrito por Evandro Pelarin – Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Fernandóplis – SP

->Tente Outra Vez

Jonas Salk, que juntamente com Albert Sabin, descobriu a vacina contra a poliomielite, compreendeu o conceito de ser corajoso.Certa vez, alguém lhe perguntou: Depois de ter conseguido esta façanha extraordinária, que pôs fim à palavra poliomielite em nosso vocabulário, como o senhor encara seus 200 fracassos anteriores?Sua resposta foi: Eu nunca tive 200 fracassos na vida. Minha família nunca os considerou fracassos. Eles serviram de experiência para que eu pudesse aprender mais.Acabo de realizar minha 201ª descoberta. Ela não teria sido possível se eu não tivesse aprendido com as 200 experiências anteriores.Winston Churchill também foi um homem de coragem.Ele não se intimidava diante de seus erros. Quando cometia um, ele o analisava cuidadosamente.Um dia alguém lhe perguntou.Senhor Winston, qual foi a sua experiência na escola que melhor o preparou para liderar a Grã-Bretanha nas horas mais sombrias?Churchill pensou por alguns instantes e respondeu:Quando fui repetente no curso médio.O senhor considerou isso um fracasso?Não – replicou Winston – tive duas oportunidades para acertar. Essas lições de vida nos dão ensejo de refletir sobre nossa própria maneira de encarar os fatos.Quando tentamos resolver um problema de uma forma e não logramos êxito, não temos aí um motivo para desistir ou nos sentir derrotados.Podemos considerar que já sabemos mais uma maneira que não deve ser usada.Os insucessos não são fracassos, mas experiências que, se considerados como lições, podem nos ajudar a aprender mais depressa.Quem caminha pode cair, mas não precisa ficar no chão.Quem anda pode tropeçar, mas não necessita ficar lamentando o ocorrido.Quem está trabalhando pode tomar uma decisão equivocada, mas isso não é motivo para desistir.Somente quem não realiza nenhuma atividade não corre riscos. Mas também não dá nenhum passo à frente. Fica estacionado no mesmo lugar.O fato de uma ação nossa não trazer o resultado esperado, não quer dizer que tenha sido um fracasso. Pode ser, sim, mais um aprendizado. Mais uma experiência que se soma às demais.Por todas essas razões, você não deve se deixar derrotar pelas tentativas que não tiveram o êxito esperado.Cada tentativa, vitoriosa ou não, será sempre uma experiência a mais no arquivo do seu aprendizado.Pense nisso! Thomas Edison fez mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: "não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 1.000 passos." E assim foi que, de experiência em experiência, ele conseguiu a incandescência dos filamentos da lâmpada elétrica.Isso tudo porque ele não desistiu diante dos inúmeros insucessos.Pense nisso! E se você já tentou várias vezes e não deu certo, tente outra vez!

-> A História do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.A certa altura, perguntou:- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?E por acaso, é uma história sobre mim?A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:- Estou escrevendo sobre você, é verdade.Entretanto, mais importante do que as palavras,é o lápis que estou usando.Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!- Tudo depende do modo como você olha as coisas.Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las,será sempre uma pessoa em paz com o mundo."Primeira qualidade:Você pode fazer grandes coisas,mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos.Esta mão nós chamamos de Deus,e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade"."Segunda qualidade:De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo,e usar o apontador.Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final,ele está mais afiado.Portanto, saiba suportar algumas dores,porque elas o farão ser uma pessoa melhor.""Terceira qualidade:O lápis sempre permite que usemos uma borrachapara apagar aquilo que estava errado.Entenda que corrigir uma coisa que fizemosnão é necessariamente algo mau, mas algo importantepara nos manter no caminho da justiça"."Quarta qualidade:O que realmente importa no lápis não é a madeiraou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.""Finalmente, a quinta qualidade do lápis:ele sempre deixa uma marca.Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida,irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".
( Paulo Coelho)

-> Conto Chinês

Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse- lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se.O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:- Ame-a...... E logo se calou.- Mas, já não sinto nada por ela!- AME-A , disse-lhe novamente o sábio.E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:"Amar é uma decisão, não apenas um sentimento. Amar é dedicação e entrega.Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem.Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.Esteja preparado porque haverão pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire ecompreenda-o. Isso é tudo. Ame!!! "
A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avaro.A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A vida sem amor... Já não tem mais esse nome...

-> Espere mais um pouco...

Um homem, no limite de suas forças, atentoucontra a própria vida com uma arma de fogo.Ouvindo o tiro, o vizinho entrou naquele apartamento,e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:" Não deu para suportar. Passei a noite todacomo um louco pelas ruas.Fui a pé ... não tinha condições nem para dirigir.Perdi meu empregopor injustiça feita contra mim.Nada mais consegui.Ontem telefonaram avisando que minhapequena moradia no campo foi incendiada.Estava ameaçado de perder este apartamentopor não ter podido pagar as prestações.Só me restou um carrotão desgastado que nada vale.Afastei-me de todos os meus amigoscom vergonha desta humilhante situação.... e agora, chegando aqui,não encontrei ninguém ...fui abandonadoe levaram até minhas melhores roupas!Aquele que me encontrar,faça o que tem que ser feito.Perdão. "O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a polícia.Quando esta chegou viu que havia um recadona secretária eletrônica.Era a voz da mulher do morto:" Alô! Sou eu!Ligue para a firma!O engano foi reconhecido e vocêestá sendo chamado de volta na semana que vem!O dono do apartamento disse que temuma boa proposta para não o perdermos.Estamos na nossa casinha de campo.A história do incêndio era trote!Isso merece uma festa, não merece?Nossos amigos estão vindo para cá...Um beijo!Já coloquei suas melhores roupasno porta-malas do seu carro.Vem logo! "
(Silvia Schmidt)

-> Um siri vai lhe trazer alegria

Sempre que o mundo desabava sobre minha cabeça, eu ia andar pela praia perto de onde morava. Um dia encontrei uma bela garotinha de olhos tão azuis quanto o mar, construindo um castelo de areia ou algo parecido.
- Oi, ela disse.
Eu respondi com um aceno de cabeça, não estava com humor para me aborrecer com uma criança.
- Você quer me ajudar a construir meu castelo?- Hoje não. Falei sem dar atenção.- Eu gosto de sentir a areia em meus dedos do pé, ela falou sorridente.
Que boa idéia, pensei, e tirei meus sapatos. Um siri deslizou próximo.
- Isto é um “alegria”. - falou a menina.- É um o quê? - perguntei.- Isto é um “alegria”, livre e solto pela praia.
Adeus “alegria”, olá dor, murmurei comigo mesmo e continuei a caminhar. Eu estava deprimido, mas a menina não desistia e perguntou: qual é o seu nome?
- Eu me chamo Roberto.- O meu é Wanda. Eu tenho seis anos.
Apesar da minha melancolia fui obrigado a rir e continuei caminhando. Sua risadinha musical me seguiu.
- Venha novamente, Sr. Roberto e nós teremos outro dia feliz, disse ela animada.
Meus dias foram atribulados e somente semanas depois é que voltei à praia. A brisa era fria, mas eu andava a passos largos, tentando readquirir serenidade. Tinha até me esquecido da criança, quando ela apareceu.
- Oi Sr. Roberto, você quer brincar?- Não sei, que tal charadas? Perguntei sarcasticamente.- Eu não sei o que é isso, ela respondeu.- Então me deixe continuar a caminhada. Onde você mora?- Ali. Respondeu ela apontando na direção de uma fila de cabanas de verão.- Como você vai para a escola?- Eu não vou à escola. A mamãe disse que nós estamos de férias.
Ela tagarelou muito e quando eu ia voltar para casa, Wanda disse que tinha sido outro dia feliz. E havia sido mesmo. Três semanas mais tarde, eu andava apressado pela praia, quase em pânico, quando a garota me alcançou.
- Olhe se você não se importa, hoje eu quero andar sozinho.
Ela me pareceu pálida e sem fôlego.
- Por que? Perguntou.- Porque minha mãe morreu! Gritei.- Oh, então este é um dia ruim - ela falou com ar de tristeza.- Sim, e ontem e anteontem também. Vá embora!
Um mês depois disto, fui andar novamente, mas ela não estava lá. Sentindo-me culpado e admitindo para mim mesmo que sentia falta dela, subi até a cabana e bati na porte. Uma mulher jovem me atendeu.
- Olá, eu sou Roberto. Senti a falta de sua menina e gostaria de saber se ela está bem.- Sr. Roberto, entre por favor. Wanda falou muito do senhor. Eu tinha receio que ela estivesse lhe aborrecendo. Se ela foi um incômodo, por favor aceite minhas desculpas.- Não, sua filha é uma criança muito amável. Onde ela está?- Wanda morreu na semana passada, Sr. Roberto. Ela tinha leucemia. Talvez não tenha lhe contado…
A notícia me deixou cego e mudo, por alguns instantes. E a mãe continuou: ela adorava esta praia e parecia um tanto melhor aqui. Aqui ela teve muito do que chamava de “dias felizes”. Mas nos últimos dias, ela piorou rapidamente… Minha filha deixou algo para senhor.
Entregou-me um envelope, com o Sr. “R” escrito em grandes letras infantis. Dentro havia um desenho - uma praia amarela, um mar azul, e um siri marrom. Embaixo estava escrito “Um siri vai lhe trazer alegria”. Lágrimas rolaram de meus olhos, e um coração que quase esqueceu de amar abriu-se largamente. Tomei a mãe de Wanda em meus braços e murmurei repetidas vezes que sentia muito…
O pequeno e precioso desenho está agora emoldurado e pendurado em meu escritório. Seis palavras, uma para cada ano de sua vida, me falam de harmonia, coragem, amor e desinteresse.

-> O último dia de Vida

Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso." Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa. Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas. Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana? Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada. Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar. Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava. Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entupida ou a de sua alma rasgando. Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas... Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... Queria... Queria... Mas não havia mais tempo... .............................. Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não sabem disso! Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam muitas coisas por fazer! Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as compras, os pagamentos, outras pessoas farão. Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido, um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores...

-> A atitude de um vencedor

Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei? Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir ? Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil. - Montanha Difícil ? Como assim ? - É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis. A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa. Todos gritaram para a Águia:- A senhora sabe, mas como sabe? - É simples... eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse:- Montanha, você me venceu! O segundo leão disse:- Montanha, você me venceu! O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse:- Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
E calmamente a águia completou:- A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros! Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei

-> A importância da Fé

Uma pessoa acidentada é uma pessoa frágil e totalmente dependente de terceiros.
Foi o que aconteceu com o Sr.Joaquim, um homem forte e corajoso mas que teve sua vida marcada por uma tragédia. Um acidente de automóvel ocorrido em uma rodovia de alta velocidade, quando voltava de viagem com amigos.
Naquele momento de desespero, ele só se preocupou em saber notícias de seus colegas, e só após desmaiar e acordar em um hospital é que ele ficou sabendo a extensão da tragédia, dois dos três amigos que viajavam com ele havia morrido no acidente, o outro estava fora de perigo.
O Sr. Joaquim sofrera traumatismos interno e seu estado era gravíssimo, estava triste e quase sem forças para lutar pela sua própria vida, devido ao seu estado físico e a desolação por ter perdido os principais amigos de infância ele se sentia a pessoa mais abandonada do mundo, e vendo a correria dos médicos passando para lá e para cá sem sequer olhar para ele enquanto perdia as forças imaginava que não teria a menor chance.
Foi quando de repente entrou em seu quarto um rapaz muito jovem usando roupas de médico e disse:
Bom dia, o senhor é o homem com a maior sorte que já conheci, o maior e mais respeitado especialista nesta área está aqui neste hospital e o senhor será operado por ele, meus parabéns.
Ao ouvir a fala do rapaz, ele encheu-se de esperanças novamente e começou a acreditar em sua recuperação, respirou fundo e foi para a sala de cirurgia cheio de entusiasmo.
No dia seguinte, passado o período da anestesia ao acordar a primeira coisa que fez foi perguntar pelo médico que o havia operado, pois queria conhece-lo para agradecer pela sua vida, então a enfermeira pediu que aguardasse um momento e foi chama-lo.
De repente entra na sala o mesmo rapaz que o havia conduzido para a sala de cirurgia, e o "seu Joaquim" lhe perguntou.
Onde está o médico que me operou?
O senhor está diante dele, disse o rapaz sorridente, o senhor estava muito fragilizado e eu queria que se sentisse seguro e confiante, se lhe dissesse que eu seria o médico responsável pela sua cirurgia, eu não teria contado com sua confiança que foi fundamental para o sucesso da operação.
"Até o mais forte dos homens sucumbe ao desespero quando acaba sua fé:"

-> Como fazer alguém feliz.

Aquele professor era diferente de todos os demais. Os deveres de casa que ele passava eram sempre surpreendentes. Criativos. Enquanto os outros professores nos mandavam responder perguntas ao final do capítulo ou solucionar os problemas de números tal a tal, ele tinha tarefas bem diversas para nossa classe. Naquela quinta feira ele falou a respeito do comportamento como um meio de comunicação. "Nossos atos falam mais do que as palavras. O que as pessoas fazem nos diz algo sobre o que estão sentindo", afirmou. "Agora, como dever de casa, vejam se conseguem mudar uma pessoa, massageando o ego dela o bastante. Tanto que vocês percebam uma mudança em seu comportamento. Na próxima aula, vocês relatarão seus resultados." Quando cheguei em casa, naquela tarde, olhei para minha mãe e vi que ela estava sentindo muita pena de si mesma. Os cabelos lhe caíam sobre o rosto. A voz parecia um lamento. Enquanto preparava o jantar, ela ficou suspirando. Quando cheguei, não falou comigo. E assim eu também não falei com ela. O jantar foi triste. Papai estava sem vontade para falar. Foi aí que decidi colocar em ação o dever de casa. "Mãe, sabe aquela peça que o clube de artes dramáticas da universidade está encenando? Por que você e papai não vão assisti-la hoje à noite?" "Esta noite não dá", disse logo meu pai. "tenho uma reunião importante." "Naturalmente", foi a resposta seca de minha mãe. "Bem, por que não vai comigo?" - quando acabei de formular a pergunta, me arrependi. Imagine: um rapaz do segundo grau sair à noite com sua mãe. Mas agora não havia mais conserto. Ela perguntou toda animada: "De verdade? Rapazes não costumam sair com as mães." Eu engoli em seco antes de tornar a falar: "não existe nenhuma lei dizendo que a gente não pode sair com a mãe. Vá se arrumar." Ela carregou uns pratos até a pia. Seus passos estavam mais leves, em vez de arrastados. Papai e eu lavamos a louça e ele comentou o quanto eu era um filho atencioso e gentil. Deprimido, eu pensei :"tudo por causa da aula de psicologia." Mamãe voltou para a cozinha, mais tarde, parecendo cinco anos mais nova. Parecendo não acreditar no que estava acontecendo, ela insistiu: "você tem certeza de que não vai sair com ninguém esta noite?" "Agora eu vou. Vamos nessa!" A noite não foi tão desagradável como eu pensara. A maioria dos meus amigos certamente fez algo de mais empolgante naquela noite do que assistir uma peça de teatro. Ao final da noite, minha mãe estava genuinamente feliz. E eu próprio, bastante satisfeito. Acabei me dando superbem no dever de casa. E aprendi um bocado sobre como fazer alguém feliz. ...................................
Pode ser que não tenhamos dever de psicologia para fazer em casa. Pode ser que nem estejamos estudando. Não importa. Na universidade da vida, o curso não acaba nunca. Sempre é tempo de aprender e exercitar. Por isso, tentemos hoje, fazer alguém feliz. Pode ser nosso filho, nosso conjuge, nossa mãe. Que tal um amigo, um irmão? Simplesmente alguém que transite em nosso caminho. Observemos, ofereçamos nosso tempo, nossa companhia. Façamos um comentário gentil. Abracemos, beijemos, conversemos. Proponhamos um passeio. Um programa diferente. E descobriremos como é bom fazer alguém feliz.

-> Mensagem de Cristiane, tia e madrinha de Isabella Nardoni

Isabella, nossa flor tão amada!Nunca vamos entender o porquê. A Saudade será pra sempre! O amor é eterno! Minha princesinha que sonhava aprender a ler. Lia historinhas pra madrinha, adorava dançar e assistia tanto desenho! Quantas vezes nós duas ficavamos comendo salgadinho e assistindo Monstros S.A., Pequena Sereia, Lilo e Stitch. Madrinha ligava e vc contava todo o desenho do Tom e Jerry . Tão inteligente: falava o português perfeito, sem errar plural, nem nada... Dizia tanto: - calma madrinha, sou uma só! Pedia pra madrinha buscar vc na escola, era o meu maior prazer te levar e te buscar na escola... Preguiçozinha... não queria ir pra escola só ia quando dizíamos que só assim vc aprenderia a ler. Chegava em casa e lá estava, vc e o Titi escondidos, madrinha achava e vc saia correndo... Madrinha, eu não sou Isabella, sou princess. E é princess mesmo, nossa princesa e que agora é nosso anjinho. Madrinha nunca deixará vc sozinha, vc está no meu coração e rezo para seu anjinho, todos os dias, ele esta com vc e vai cuidar de vc pra gente ... Agradeço a Deus por papai e mamãe ter me escolhido pra ser sua madrinha. (...) Amo vc para sempre! Que Deus te abençoe e te ilumine! Que vc esteja em um lugar cheio de passarinhos, cachorrinhos porquê vc amava os bichinhos. "

->Estou tentando aprender

Que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;Que ser gentil é mais importante do que estar certo;Que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos;Que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;Eu aprendi...Que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;Que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa ?Que ignorar os fatos não os altera;Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;Que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;Que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;Que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;Que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.Que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;Que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;Que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer...

-> Adeus...

"Tomei um lugar vazio no fundo da sala e fiquei assistindo. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos. Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de vários "não consigo"."Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base.""Não consigo fazer divisões longas com mais de três números.""Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer."Não consigo fazer dez flexões." "Não consigo comer um biscoito só..."A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo, e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de "não consigo".Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para o meu lugar e continuei minhas observações. Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página. Alguns começaram uma outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora. Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, Donna, a professora, acrescentou as suas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram.E eu segui os alunos.Logo à frente, a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar. Iam enterrar os seus "não consigo"!Quando a escavação terminou, a caixa dos vários "não consigo" foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra. Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada. Dona, então, proferiu louvores."Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do "não consigo".Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública - escolas, prefeituras, assembléias legislativas e até mesmo na Casa Branca. Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs "eu consigo", "eu vou"' e "eu vou imediatamente".Que "não consigo" possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém."Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam a lição.A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O "não consigo" estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa.Como parte da celebração, Donna recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras "não consigo" no topo, "descanse em paz" no centro, e a data embaixo. A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano.Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "não consigo", Donna, simplesmente, apontava o cartaz "descanse em paz".O aluno, então, se lembrava que "não consigo" estava morto e reformulava a frase. Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "não consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série.Como os alunos, eu também me lembro de que "não consigo" está morto."

-> Bagagem da vida

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantesA um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode scolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem.... Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.Mas, o que tirar ? Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro: Amor, Amizade...nossa ! Tem bastante, curioso, não pesa nada... Tem algo pesado.... você faz força para tirar.... era a Raiva - como ela pesa !Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem....Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira pra fora um monte de Tristeza... Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein. Agora é com você. E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.

-> O Palácio Maravilhoso

Conta-se que certa vez, um rei do Iêmen, chamado Hiamir, chamou um dos seus ministros e disse-lhe: "quero fazer longa viagem à Tiapur, uma região longínqua, pobre e triste, árida e sem conforto. Determino que vá antes de mim, e logo que lá chegar, mande que seja construído um magnífico palácio, com largas varandas de marfins e pátios floridos. Nesse palácio ficarei hospedado durante uma temporada, com tranqüilidade e conforto." O Vizir respondeu humildemente: "escuto e obedeço, ó rei." Dias depois o Vizir partiu, em uma caravana com numerosos camelos carregados de ouro. Ao chegar à cidade o Vizir ficou desolado com o estado de abandono em que se achava o povo. Encontrou pelas estradas crianças famintas e centenas de infelizes, morrendo de inanição. Os quadros de miséria e sofrimento que se desenrolavam, a cada passo e a todo instante, torturavam o coração do poderoso ministro. Ele trouxera mais de trinta mil dinares, que deveriam ser gastos na construção de um grandioso palácio! Que fez o Vizir? Levado por um impulso irresistível, em vez de executar a ordem do rei, resolveu gastar o dinheiro que trazia, beneficiando a infeliz população. Mandou construir abrigos para os desamparados. Distribuiu mantimentos entre os mais necessitados. Determinou que todos os enfermos fossem, sem demora, medicados e forneceu pão aos que padeciam fome. Ao fim de alguns meses, notava-se uma transformação completa da cidade. Os homens haviam voltado ao trabalho e por toda a parte reinava a alegria. As crianças brincavam nos pátios e as mulheres cantavam nas portas das tendas.E do palácio maravilhoso, encomendado pelo rei, nada existia... Quando o rei Hiamir chegou a Tiapur foi recebido por uma grande manifestação de júbilo da população. "Sinto-me feliz" - confessou o monarca - "por saber que sou sinceramente estimado pelos meus súditos. Mas onde está o palácio de Tiapur?" Perguntou. "Antes de falar do palácio, ó rei, tenho um pedido a lhe fazer." Disse-lhe o Vizir. "Segundo as leis, aquele que o desobedecer, praticando um abuso de confiança, deve ser condenado à morte. Pois, houve, ó rei, um homem de sua confiança que praticou tal delito. Espera-se que seja determinada a execução do culpado sem demora."Disse o Vizir serenamente. "Quem é o acusado?" Questionou o rei. "O criminoso sou eu." Disse o Vizir sem hesitar. E sem ocultar a menor parcela da verdade, o Vizir descreveu a miséria em que se encontrava o povo. Por fim, confessou que, penalizado diante de tanto sofrimento, em vez de construir o palácio real, resolveu gastar os recursos que lhe foram confiados para mudar a triste sorte da população. "Não cumpri a ordem recebida, por isso aguardo o castigo de que me fiz merecedor." Concluiu. "Levante-se, meu amigo."Ordenou emocionado o rei. "Vejo que seu trabalho é responsável pela edificação do mais belo dos palácios que já conheci. Vejo as torres cintilantes nas fisionomias alegres das crianças; admiro as largas varandas de marfim no sorriso radiante dos meus súditos; reconheço os pátios floridos no olhar de gratidão das mães felizes.Como é majestoso e belo, ó Vizir, o palácio que a sua bondade fez se erguer nas terras de Tiapur." ............... Cada um é responsável pela destinação que der à riqueza que lhe for confiada, seja ela representada por recursos materiais ou por aptidões profissionais. Cada qual, pelo uso de seus próprios talentos, é capaz de alterar o mundo, distribuindo alegrias ou acumulando dores.

-> Gratidão

O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul. - É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? diz ela. O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: - Quanto de dinheiro você tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazer os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: - Isso dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa. - Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. - Tome! - disse para a garota. Leve com cuidado. Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou: - Este colar foi comprado aqui? - Sim, senhora. - E quanto custou? - Ah!, falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente. A moça continuou: - Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo! O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem. - Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. - ELA DEU TUDO O QUE TINHA. O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho. "A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. A gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. A gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece."

-> "Um dia" está muito distante...

A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa Quando se vê já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, passaram-se 50 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado... Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas... Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Passo mais tempo com a minha família e menos tempo no trabalho.Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso os copos de cristal todos os dias. Se me der vontade ponho uma roupa nova para ir ao supermercado. Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho vontade.As frases "algum dia..." e "qualquer dia..." estão a desaparecer do meu vocabulário. Se vale a pena ver, escutar ou fazer, quero ver, escutar ou fazer agora. Não sei o que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria aqui na próxima manhã, coisa que todos nós ignoramos. Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos.Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas (aqui) estão limitadas.Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar cartas... cartas que pensava escrever "qualquer dia destes". Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e aos meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo. Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas.E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este pode ser um dia especial. - Cada dia, cada hora, cada minuto, é especial. Se recebeste isto, é porque alguém gosta de ti e porque, provavelmente, há pessoas de quem tu gostas. Se estás muito ocupado para gastar uns minutos para enviar isto para outras pessoas e se dizes a ti mesmo que o enviarás "um dia destes", pensa que este "um dia" está muito distante... ou pode não chegar nunca...

(Mário Quintana)