sexta-feira, 18 de setembro de 2009

-> A lição do jacaré

Há alguns anos, em um dia quente de verão, uma pequena menina decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para sua filha o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, a pequena se alarmou, em um giro e começou a nadar de volta ao encontro sua mãe.
Mas era tarde. Assim que alcançou a mãe, o jacaré também a alcançou. A mãe agarrou a filha pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-la ir. Um fazendeiro que passava por perto ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré.
De forma impressionante, após semanas no hospital, a pequena menina sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre a filha que ela amava.
Um repórter de jornal que entrevistou a menina após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. A menina levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter:
- Mas olhe em meus braços. Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir.
Você e eu podemos nos identificar com essa pequena menina. Nós também temos muitas cicatrizes. Não, não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática. Mas as cicatrizes de um passado doloroso, algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir. E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando.